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Mostrando postagens com o rótulo Sociedade do Cansaço

O sujeito na contemporaneidade, de Joel Birman lido em conjunto com Bartleby, o escrivão e Sociedade do cansaço

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Assumido como ponto de partida que o psiquismo humano está exposto a  estímulos exteriores e precisa lidar com eles de algum modo, sob pena de prejuízo ao seu regular  funcionamento, dentro da tradição psicanalítica é possível identificar como “trauma" aquele  estímulo externo que se abate sobre o indivíduo com uma força tal que o aparelho psíquico não é  capaz de elaborar a experiência em palavras e símbolos, de modo que o excesso assim constituído  pelo estímulo passa a ser de difícil vazão, encontrando no corpo e na hiperatividade lugares  privilegiados de descarga não verbal. Há, portanto, uma estreita relação entre linguagem e trauma;  na contemporaneidade, o trauma ganha uma disseminação inaudita na medida em que a linguagem  está em crise e as experiências são cada vez menos elaboradas em termos simbólicos. Muito embora  os problemas psíquicos correntes na passagem do século XIX para o século XX não apresentassem  exatamente a con...

Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han

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Privar-se de ler certos livros sob o argumento da falta de preparo é uma falha que impede o acesso a porções de conhecimento da maior importância. Acontece muito com poesia, ciências e filosofia. A leitura não é feita porque é preciso antes entender de métrica e escansão, dominar a linguagem especializada da ciência, ou ler todos os gregos e modernos para só depois ler o livro do filósofo contemporâneo que acaba de ser lançado. É certo que tradição e especialização não podem ser desprezadas, e que de um especialista é legitimamente esperado o domínio amplo do seu campo de conhecimentos; não é menos certo, porém, que a impossibilidade prática de em tudo especializar-se não impede o indivíduo de acessar campos do saber distantes de sua área de atuação, e que sua leitura leiga, conquanto menos profunda que a de um técnico, proporcionará a ele conhecimentos valiosos, capazes de alterar positivamente a rota de seus pensamentos e ações. Nesse contexto, é sempre um evento feliz qua...

Resumo de Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han

Foi através da escuta de audiolivro que travei contato com Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han. Por ouvir os audiolivros em movimento, não tenho condições de anotar minhas impressões a respeito. Assim sendo, e por ter gostado sobremaneira desse opúsculo filosófico, resolvi sentar-me e escutá-lo detidamente, anotando enquanto escutava um resumo telegráfico. O propósito principal dessa empreitada era obter subsídios a fim de escrever um texto mais consistente a respeito do livro para este blog; percebi, no entanto, que as anotações que o resumem poderiam servir a outras pessoas - principalmente àquelas que já o leram e pretendem apenas recordar seus lances principais -, e por isso as disponibilizo neste blog. Desde já peço desculpas por eventuais erros na grafia dos nomes próprios, todos decorrentes do fato de não dispôr do livro físico. Violência neuronal Cada época: enfermidades fundamentais. Época bacteriológica; fim - descoberta dos antibióticos. Não vivemos numa época v...