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Autobiografia: o mundo de ontem, de Stefan Zweig

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“ Mas a nossa geração aprendeu a fundo a boa arte de não lamentar o passado, e, quem sabe, a perda de documentos e detalhes possa vir a significar um ganho para este meu livro. Pois eu considero nossa memória um elemento que não conserva casualmente um ou perde outro, mas sim uma força que ordena cientemente e exclui com sabedoria. Tudo o que esquecemos de nossas próprias vidas, na verdade, já foi sentenciado a ser esquecido há muito tempo por um instinto superior. Só aquilo que eu quero conservar tem direito de ser conservado para outros. Portanto, recordações, falem e escolham no meu lugar, e forneçam ao menos um reflexo da minha vida antes que ela submerja nas trevas! ” [Do prólogo - p. 18.] Errante pelo mundo, distante do que lhe foi familiar, confrontado pelo futuro que se apresenta como brumas e estampidos brutos, Stefan Zweig se encontra nu no tempo e no espaço, capaz de se apoiar tão somente no que a memória lhe legou, matéria que, sem sua voz, periga se perder para sempre nas...