O Eleito, de Thomas Mann
O Eleito, de Thomas Mann, é por ora o último livro do autor publicado pela Companhia das Letras como parte do esforço de trazer suas obras completas de volta ao público, e o último que li. Desde que a editora começou essa empreitada, tenho acompanhado o ritmo das publicações para me inteirar da obra do escritor alemão, de modo que não me apresso procurando seus livros já publicados em português mas cuja reedição está pendente; nesse percurso, li todos os reeditados, Doutor Fausto, Os Buddenbrook, A Morte em Veneza, Tonio Kröger, A Montanha Mágica, As Cabeças Trocadas, As Confissões do Impostor Felix Krull e, por fim, O Eleito. Os Buddenbrook se tornou meu livro favorito da vida, coisa rara para mim, que não sou dado a livros da vida. Thomas Mann, por sua vez, se tornou meu autor favorito, talvez o único, já que também não sou dado a autores, estilos ou literaturas nacionais favoritas. O que impressiona em Mann é a regularidade da sua excelência: não considero nenhum dos oi...